terça-feira, 6 de julho de 2010

Inscrições para seleção do MPU começam amanhã

O Ministério Público da União (MPU) abriu concurso com 593 vagas e mais cadastro de reserva para diversos cargos de analista (nível superior) e técnico (nível médio), em todo o Brasil. O número de convocados deve ficar muito acima das vagas iniciais, pois uma lei que determina a criação de 6.804 cargos na instituição já está tramitando e pode ser aprovada a qualquer momento. As provas estão marcadas para 11 e 12 de setembro.
“Esperávamos que o concurso fosse lançado já com a criação dessas vagas previstas na lei, mas, de qualquer forma, os candidatos devem ficar de olho porque se trata de um cadastro de reserva com possibilidade de nomeação imediata devido à lei, que está em trâmite final de aprovação”, alerta o diretor do IAP Cursos, Aldo Rocha. Segundo ele, outra vantagem do concurso do MPU é o fato de abrir espaço para as mais diversas áreas, desde biomédicas, passando por tecnológicas e humanas. “É bem abrangente e você vai ter vaga do fisiatra ao engenheiro”, cita.
A maior demanda deverá ser pelos cargos administrativos, por isso o cursinho abrirá turmas específicas nessa área, além daquelas voltadas para os conteúdos básicos, comuns a todos os cargos. “O curso de base é para quem vai concorrer tanto em nível médio quanto superior e terá português, informática, direito constitucional, direito administrativo, legislação do MPU e redação, que todos os que forem participar terão de estudar”, lista.
O diretor do IAP se diz surpreso pela adoção de questões no modelo “certo ou errado”, já que há algum tempo a banca responsável pela elaboração das provas, Cespe (UNB), vinha utilizando questões de múltipla escolha “A, B, C...” em seus concursos. Outra regra da prova, característica da Cespe, diz respeito ao fato de uma questão errada reduzir a pontuação do candidato. A fórmula é utilizada para beneficiar quem responde com convicção, evitando que candidatos possam “se dar bem” apenas chutando.
“Compartilho da ideia de que os alunos acham melhor a de múltipla escolha. Por outro lado, o fato da questão errada anular uma certa considero algo positivo para o aluno que treina bem e, se o candidato tem dúvida, não vale a pena arriscar”, orienta. O formato de “certo ou errado” explica o grande número de questões (150 objetivas mais a redação) dentro de apenas cinco horas de duração máxima.
Para quem vai concorrer a cargos de analista, ele aconselha os estudantes a “resgatarem” o material de estudo da graduação, somado ao obtido na Internet, para se prepararem com relação às questões específicas de cada área.


Aldo Rocha lembra que ainda há expectativa de, pelo menos, dois novos concursos importantes até o final do ano: o do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Mesmo com o período eleitoral, as provas podem ocorrer normalmente.
Estudantes já iniciam preparação
O salário e a estabilidade de um emprego federal vem atraindo o interesse dos “concurseiros” pelo MPU. Algumas turmas de cursinhos já haviam funcionado no primeiro semestre, mas agora com o lançamento do edital, semana passada, novas turmas serão abertas levando em conta o programa anunciado oficialmente. Antes das aulas começarem já tem gente se preparando para as provas. Um deles é o jovem Rogério Calvacante Vasconcelos, de 27 anos.
Formado em Ciências Contábeis, ele deixou o emprego em um escritório da cidade para se dedicar exclusivamente aos concursos, em novembro de 2009. Ao todo, já foram cinco e a próxima meta é uma vaga no Ministério Público da União. “Mesmo quando trabalhava eu já vinha estudando, mas decidi me dedicar mais, por isso saí do emprego. Estava me preparando para a Polícia Federal, mas a previsão é só abrir em 2011, então como apareceu essa oportunidade do MPU resolvi me dedicar exclusivamente a ele”, destaca.
Rogério Cavalcante pretende estudar um turno no cursinho e acrescentar seis a sete horas diárias de reforço em casa. “Meu ponto forte é direito administrativo e o meu fraco é direito constitucional, mas já comprei livros e vou me dedicar a melhorar meus pontos fracos, como a redação, área na qual fiz um curso específico e, por isso, já estou mais tranquilo”, afirma.
O candidato se mostrou feliz com o modelo de “certo ou errado” adotado para as questões do concurso, bem como o fato de as respostas equivocadas anularem parte das corretas. “É melhor para quem estuda”, resume
 
Fonte: www.tribunadonorte.com.br

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Hospital Regional de Coari

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Dr Odair Carlos Geraldo