O casamento é uma das decisões mais importantes da vida. Na igreja, no cartório, ou mesmo sem assinar documentos, representa a união de duas pessoas que apostam no amor e desejam permanecer juntos, se não para sempre, por um bom tempo. Há um grande investimento emocional e financeiro em jogo. Não é difícil entender a decepção do casal quando as coisas não vão bem e as crises conjugais tornam o relacionamento insustentável.
As tensões que ocorrem numa relação podem ter várias origens:
1. A distância de um dos parceiros, que pode estar mais focado no trabalho;
2. A necessidade sexual maior de uma das partes que não é suprida (e o outro se sente cobrado e infeliz por não atender às expectativas do cônjuge);
3. Salários discrepantes, especialmente quando a mulher ganha mais;
4. E até a chegada de um filho.
Tudo pode se tornar razão para uma desordem em casa. O que fazer? Na verdade, a primeira providência é chegar à raiz do problema.
DIALOGO SEMPRE É A SOLUÇÃO
Roberto Shinyashiki, psiquiatra e autor de "Amar pode dar certo", comenta que, em se tratando de conflitos interpessoais, os motivos aparentes nem sempre são os reais. "Se um casal tem dificuldades financeiras e só um dos cônjuges é gerador de dinheiro, a crise pode ter causa na incapacidade do outro de acumular renda.
A questão, então, não é financeira e sim da autoestima de uma das partes. Se a crise decorre de insatisfação sexual, é importante que o casal mantenha diálogos francos sobre o assunto e busque soluções criativas e amorosas para resolvê-lo. Já se a queixa se relaciona com a interferência das famílias, na verdade, o problema gira em torno da falta de autonomia individual do casal", conclui.
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